Fuga de uma solidão
Que se contorce
Nos limites do tempo
E cresce, atroz, como fermento.
Que se contorce
Nos limites do tempo
E cresce, atroz, como fermento.
A ocupar os vazios
Da existência
E os escaninhos
Da intolerância,
Na abundância do que
Um dia foram sonhos
E delírios.
Da existência
E os escaninhos
Da intolerância,
Na abundância do que
Um dia foram sonhos
E delírios.
De um passado sepultado
E na memória guardado
E que no presente,
Que faz de ti tão ausente,
Uso, saudade e dor,
Como passivo leniente
Para expressar o fulgor
E na memória guardado
E que no presente,
Que faz de ti tão ausente,
Uso, saudade e dor,
Como passivo leniente
Para expressar o fulgor
Deste desdito amor.
J. R. Messias

