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domingo, 18 de novembro de 2018

Maison

No aguçar de palavras e ideias,
desbotadas pela lapidação de nexos,
aos quais são submetidas,
trazem o desfigurar dos sentidos,
atônitos pela carência hormonal
de insights e pela abundância cósmica
de fragmentos pseudo culturais,
demandados pela endógena ruptura,
pretérita/realidade,
que dilapida sentidos, resultando
em um novo construto,
um incauto devaneio,
mas que é representativo dessa
"nouvelle culture", a se disseminar
como incurável metástase poética.


                                                J R Messias

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Extirpe


Frágil como o pulsar de um longínquo quasar, assim é o meu amor por ela, que trafega a anos luz, onde a esperança se desespera, a alegria se entristece  e a felicidade se oblitera.
Diagnostico neste agnóstico jeito de amar, as marcas de uma paixão lavrada na mentira e lapidada na hipocrisia dos gestos e palavras, numa ignomínia  rastejante, oculta nas frestas da obscuridade e nos orifícios da insanidade.
Abortar este abcesso, faz-se necessário, ante a metástase ameaçadora de um sentimento letárgico
para fazer da vida,
um ato litúrgico
e menos lisérgico.


J. R. Messias

Publicado, se não me engano, em 2015.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Orvalho


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Amanhece mais um dia,

morgado por uma incauta esperança

de uma busca quase insone

de uma paz que, burlesca, insiste

em contrariar meu renovado coração.

Entardeço neste apanágio de dor

de prenúncios e desilusões

vilipendiando momentos

que remetem a um despertar

para o estoico sentido da solidão.

Anoitece e as esperanças jazem agora, insepultas

na percepção onírica de meu exausto cansaço

onde, neste leito, busco o acalanto encontrar

e tua presença mágica desfrutar.

Nessa utopia diáfana de meu adormecer

entregando, ao acaso, meu confinado desejo

ao efêmero desejo de meu sono amanhecer

ao teu lado, minha vida, enternecer.


                                                                         


J. R. Messias

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Fotopoesia III



             Foto: Azulejos que enfeitam as poucas fachadas de casas seculares que existem em Belém do Pará, e que ainda resistem ao processo de destruição e "modernização" do ambiente urbano.



                                                                           J R Messias

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Gutter



Os rastros deixados,

sossobrados na poeira do tempo,
são hoje, escaras da alma,
atemporais sentimentos
lacerados pela desesperança
de um sonhar,
herança simbólica de 
rituais legados pelos teus dogmas,
catalizadores de uma fé excusa,
que no peito se acumula,
como se fosse a súmula
que simula uma catarse digna,
que o destino designa,
a consumação de uma paixão 
apócrifa, situada numa solidão
silenciosa e pérfida,
um abrasivo para o coração.


                                      J R Messias

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Poros


Resultado de imagem para regalo  e sexo



Pelos interstícios da pele,
enrugada e úmida,
transpira uma paixão,
que ao meu corpo adere,
como se fosse sina ou promissão.

Por minha boca e lábios,
absorvo a tua, sedenta e faminta,
a pronunciar em voz rouca,
esta vontade, afobada e aflita,
manifesta no grito de teu orgasmo,
climax de uma fêmea infinita.

Minhas trêmulas mãos,
que tuas ancas agarram,
provocam a ereção fremente de meu falo,
um convite ardente a este regalo,
que nossos corpos se lançam,
estregues a esta heresia, 
de desejos, luxúria, e, por fim,
harmonia.


                                           J R Messias

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Ruiva


Resultado de imagem para ruiva :metaforicamente


Teu corpo,
maturado pelo tempo,
expressa em seu esguio 
delinear,
segredos  e promessas,
guardados no íntimo da alma
e nas fibras de um austero coração.
Teu corpo, que não é celestial, 
mas tem luz própria, 
detém uma luminosa aura
em constante ebulição,
a viajar por entre estrela e desejos
na busca do que mais lhe apetece,
um regalo, um carinho
ou até mesmo...um beijo, 
para que sua luz interior
resplandeça em seus cabelos, 
como  o escarlate sol do entardecer


                                        J R Messias