sábado, 8 de dezembro de 2018
domingo, 2 de dezembro de 2018
Padronização
De que adianta ser racional
e consumir esta padronizada ração
(quase animal),
indigna da noção que se tem de nação
pátria mãe que alimenta a mente e não o corpo, com decomposta ilusão, na eira e na beira de um precipício no qual a palavra cisma em ser libertária da opressão que desvenda a artimanha do opressor,
(de pura vaidade e cinismo) a testemunhar esse "feromonial" alento, arquivado em desejos e pensamentos, agora nas sombras, a exibir o quão disformes são os os conceitos e certezas
que acorrentam pensamentos, ordem e desordem. Que a palavra não seja apenas o significado, mas que esteja sempre presente nesta realidade tão repleta de ausências e de preconceitos.
J R Messias
Imagem da web/google
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
Ilharga
Numa noite fria,
escorregadia como pele de jacundá,
refestelo-me nesta suculenta preguiça,
no embalar de uma rede,
sonhando com o aroma
de uma fumegante xícara
de ovos com chocolate,
batidos na ternura do coração,
lembranças grudadas na memória
que nem carrapicho, assim como
a lembrança dela,
tão bela quanto a flor de mururé,
e que nem a idade tirou-lhe o cio,
sob seus vestidos de organdi.
Quanto a mim, fico a queimar-me
no sol desta solidão,
no entardecer de uma vida apaixonada,
a burlar esta saudade,
por entre as marcas de nossas rugas
e as dobras e rendas, de seus vestidos de organdi.
J R Messias
domingo, 18 de novembro de 2018
Maison
No aguçar de palavras e ideias,
desbotadas pela lapidação de nexos,
aos quais são submetidas,
trazem o desfigurar dos sentidos,
atônitos pela carência hormonal
de insights e pela abundância cósmica
de fragmentos pseudo culturais,
demandados pela endógena ruptura,
pretérita/realidade,
que dilapida sentidos, resultando
em um novo construto,
um incauto devaneio,
mas que é representativo dessa
"nouvelle culture", a se disseminar
como incurável metástase poética.
J R Messias
desbotadas pela lapidação de nexos,
aos quais são submetidas,
trazem o desfigurar dos sentidos,
atônitos pela carência hormonal
de insights e pela abundância cósmica
de fragmentos pseudo culturais,
demandados pela endógena ruptura,
pretérita/realidade,
que dilapida sentidos, resultando
em um novo construto,
um incauto devaneio,
mas que é representativo dessa
"nouvelle culture", a se disseminar
como incurável metástase poética.
J R Messias
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Extirpe
Frágil como o pulsar de um longínquo quasar, assim é o meu amor por ela, que trafega a anos luz, onde a esperança se desespera, a alegria se entristece e a felicidade se oblitera.
Diagnostico neste agnóstico jeito de amar, as marcas de uma paixão lavrada na mentira e lapidada na hipocrisia dos gestos e palavras, numa ignomínia rastejante, oculta nas frestas da obscuridade e nos orifícios da insanidade.
Abortar este abcesso, faz-se necessário, ante a metástase ameaçadora de um sentimento letárgico
para fazer da vida,
um ato litúrgico
e menos lisérgico.
J. R. Messias
Publicado, se não me engano, em 2015.
para fazer da vida,
um ato litúrgico
e menos lisérgico.
J. R. Messias
Publicado, se não me engano, em 2015.
segunda-feira, 5 de novembro de 2018
Orvalho
Amanhece mais um dia,
morgado por uma incauta esperança
de uma busca quase insone
de uma paz que, burlesca, insiste
em contrariar meu renovado coração.
Entardeço neste apanágio de dor
de prenúncios e desilusões
vilipendiando momentos
que remetem a um despertar
para o estoico sentido da solidão.
Anoitece e as esperanças jazem agora, insepultas
na percepção onírica de meu exausto cansaço
onde, neste leito, busco o acalanto encontrar
e tua presença mágica desfrutar.
Nessa utopia diáfana de meu adormecer
entregando, ao acaso, meu confinado desejo
ao efêmero desejo de meu sono amanhecer
ao teu lado, minha vida, enternecer.
J. R. Messias
terça-feira, 30 de outubro de 2018
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