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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Deleitosa

De tanto matizar a vida,
vejo a pulsar como estrelas,
lampejos de teus cansados olhos,
ternura mestiça que me hipnotiza 
sempre a me provocar.
Esse nosso amor 
é uma auto estrada sem rumo,
rudimentar destino em 
imóvel melancolia,
trem sem trilhos,
paixão sem magia
de lábios sem beijo
Fome abstrata de um 
de um tempo estático,
que por entre as almofadas
de nossa alcova, no 
espaço exato de nossos
corações, onde
eclode a ruptura de corpo e alma
desta busca de teu farol,
de bruta castidade.

                               J. R. Messias

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Fragile

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Afinal, o que te fragiliza? É o passar de uma vida ou o a saudade 
trazida pela brisa? 
O lamuriar dos anos a dedilhar meses, deuses e dias, atormenta a  labuta desta infinda crença,
 Daquele que, orando, pensa, em islâmica súplica e pouca sapiência, que demência rima com sofrência, 
Mas que a dura verdade é a que vem da vivência, de atropelos e inconsequências 
Que trazem de volta, que nem maré, as mácula, dores e escaras que um dia, 
O nosso livre arbítrio, ao mar da vida, jogou, abandonou, desprezou e agora voltam como mensagens em garrafas,
A trazerem lembranças, esperanças, vacâncias...

J R Messias

domingo, 2 de dezembro de 2018

Padronização


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De que adianta ser racional
e consumir  esta padronizada ração
(quase animal),
indigna da noção que se tem de nação
pátria mãe que alimenta a mente                                                        e não o corpo, com  decomposta   ilusão,                                        na eira e na beira de um precipício                                                       no qual a palavra cisma em ser libertária                                             da opressão que desvenda a artimanha do opressor,
(de pura vaidade e cinismo)                                                                 a testemunhar esse "feromonial" alento,                               arquivado em desejos e pensamentos,                                               agora nas  sombras, a exibir                                                                o quão disformes são os os conceitos e certezas                        
que acorrentam pensamentos, ordem e desordem.                        Que a palavra não seja apenas o  significado,                               mas que  esteja sempre presente nesta realidade                                tão repleta de ausências e de preconceitos.


                                                    J R Messias


Imagem da web/google

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Ilharga





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Numa noite fria,
escorregadia como pele de jacundá,
refestelo-me nesta suculenta preguiça,
no embalar de uma rede,
sonhando com o aroma
de uma fumegante xícara 
de ovos com chocolate,
batidos na ternura do coração,
lembranças grudadas na memória
que nem carrapicho, assim como
a lembrança dela,
tão bela quanto a flor de mururé,
e que nem a idade tirou-lhe o cio,
sob seus vestidos de organdi.
Quanto a mim, fico a queimar-me
no sol desta solidão,
no entardecer de uma vida apaixonada,
a burlar esta saudade,
por entre as marcas de nossas rugas
                                         e as dobras e rendas,                                          de seus vestidos de organdi.


                                    J R Messias

domingo, 18 de novembro de 2018

Maison

No aguçar de palavras e ideias,
desbotadas pela lapidação de nexos,
aos quais são submetidas,
trazem o desfigurar dos sentidos,
atônitos pela carência hormonal
de insights e pela abundância cósmica
de fragmentos pseudo culturais,
demandados pela endógena ruptura,
pretérita/realidade,
que dilapida sentidos, resultando
em um novo construto,
um incauto devaneio,
mas que é representativo dessa
"nouvelle culture", a se disseminar
como incurável metástase poética.


                                                J R Messias

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Extirpe


Frágil como o pulsar de um longínquo quasar, assim é o meu amor por ela, que trafega a anos luz, onde a esperança se desespera, a alegria se entristece  e a felicidade se oblitera.
Diagnostico neste agnóstico jeito de amar, as marcas de uma paixão lavrada na mentira e lapidada na hipocrisia dos gestos e palavras, numa ignomínia  rastejante, oculta nas frestas da obscuridade e nos orifícios da insanidade.
Abortar este abcesso, faz-se necessário, ante a metástase ameaçadora de um sentimento letárgico
para fazer da vida,
um ato litúrgico
e menos lisérgico.


J. R. Messias

Publicado, se não me engano, em 2015.