O peito palpita,
enquanto a saudade chora
o amor que agora jaz na cripta.
Por isso busco, a cada instante,
o tempo deste amor insepulto,
como se fosse um rio a jusante
em um oceano de desvario.
O brilho dos olhos dela,
uma reflexiva e imprevista experiência
que relata sua doce harmonia
que um dia o meu amor, em agonia,
teve o desgosto sublime de degustar
sua latejante existência.
J. R. Messias

