domingo, 28 de abril de 2019
segunda-feira, 15 de abril de 2019
Negado
A tenacidade dos meus sentimentos,
repercutem uma dispersiva dor
a atrair uma isonomia amorosa,
que tornas descartável,
fazendo desta paixão reflexiva,
um eterno hiato, traçado num ecumenismo
repleto de sacrilégios, onde adultero
desejos em cada esquina,
declamando versos que
busquem expressões para libertarem-se
como se fossem crisálidas,
nesta ciranda de sentimentos
egoístas, transcritos em laudas
de um ciúme contido
nos largos espaços
desta recôncavo querer.
J R Messias
sexta-feira, 5 de abril de 2019
Noise
Amor não retribuído,
atribuído não está,
neste salesiano silêncio nenhum ruído
satisfaz neste estrito alarido
de fossilizados domínios,
por onde norteio meu sincrético olhar
pelos áridos sufrágios
de tuas opções de mulher
a negar meu franciscano ensejo,
famélico por orais desejos,
colérico pela tua dialética,
que ao meu pranto, emprestas,
como regalias de teu impulsivo coração,
a este teu amor, submetido,
mas que não seja efêmero ou em vão.
mas que não seja efêmero ou em vão.
J. R. Messias
quinta-feira, 28 de março de 2019
Lazuli
As marcas deixadas por um amor,
cego pela insanidade da paixão,
deixa na alma enamorada,
fragmentos em um flagelado coração,
escoriados de tanta saudade,
pela obtusa razão de desvelar o improvável
ou ansiar
o impossível,
no concreto sofrer de um abstrato querer.
J. R. Messias
sexta-feira, 15 de março de 2019
Gardner

O tecer da trama das manhãs,
urdido pelos raios do sol,
traz uma luminosidade que delineia para uns,
a dureza severa dos caminhos
e para outros, a sinfonia de sendas,
marcadas pela harmonia das preces,
como as que trago no aconchego das palavras,
sublimadas pelas paixões proscritas pelos evangelhos
e dispersas pela insanidade do tempo,
o algoz supremo dos amores proibidos e
obliterados pela dor de ser, desse amor,
apartado tal qual o jardineiro,
impedido de cuidar de sua flor.
J. R. Messias
domingo, 3 de março de 2019
Cercanias da paixão
Eu tenho um amor verdadeiro, comprometido,
que até me arrisco dizer que é meu artificio,
frenagem para um coração eternamente apaixonado,
subjugado a buscar em cada mulher,
a incompletude de tantos desejos guardados,
codificados em gestos, olhares e palavras.
Esse amor, perene, embora aflito,
que permeia por entre caminhos desditos,
e que preenche meu coração (agradecido?),
impõe à minha desmedida paixão,
uma aspecto deprimido e monástico, embora,
no fundo, desesperado, quase enlouquecido.
Pouco me atrevo desse convencional amor, duvidar
ternura tão elástica e de lacônica conveniência,
onde em cada gesto, transpira leniência,
e retira, gota a gota, a fúria fervorosa que
reside em meu coração, alma e tesão
de um caminhante transbordado de paixão.
J. R. Messias
domingo, 24 de fevereiro de 2019
No, niet, nien.
tributária deste meu sofrer,
te encontro, neste mágico pertencer,
nos logradouros escusos deste fenecer.
Primazia de meu desejo,
pela qual entre pórticos rastejo,
a rastrear a ignomínia de teu desprezo,
por entre vitrais e azulejos de tua alma.
Sempre um aprendiz de ti, serei,
a flutuar por entre nuvens do desamor
e, insano, pelas estrelas de Bilac,
a buscar sentido dessa imensa dor
J. R. Messias
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