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quinta-feira, 6 de maio de 2021

Candura

 Atravessei tua vida,

conduta solene e ousada,

eterna travessura minha

a absorver tal ternura,

caricatura de meu atávico 

semblante sarraceno.

Recorrente nas paixões

silenciosas, urbanidade rumorosa

trespassada no fulgor de um beijo

roubado, seguimos marcados pelo acariciar 

de nossas palavras ocultas, vazias

e vadias, a transitar pela memória

indelével que escoam pelas 

sarjetas do tempo, escoriado

pela saudade arcana, só por nós,

decifrada em conjecturas

arabescas, marcadas pelo 

equinocial entardecer de nossos 

desejos, quando nidificamos 

nossos perfilados sentimentos,

enclausurados pelo tempo veloz.



                                              J R Messias

quinta-feira, 11 de março de 2021

Deziro

Na penumbra silenciosa

deste cômodo vazio,

por onde serpenteia uma solidão,

a carregar em suas espáduas 

todos os amores não correspondidos,

como se fossem epístolas, guardadas

no cofre selado de meu coração,

remexo em memórias,

desnudas por esta saudade pranteada,

como se fosse uma incômoda paixão,

esfacelada pelo tempo,

a cingir com seus lamentos,

o tempo escoriado dessa solidão.

Este saudoso amor,

que não mais vagueia pelos avarandados

de minha memória e nem navega

pelos meandros de meus desejos,

um corpo encantado e despido

pelo vazio das esquinas do tempo

em eterno voo pelas veredas desta vida,

contidas em cada alvorecer.


                                  J  R  Messias

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Waiting

A passagem de um  tempo 

vivido mas não partilhado,

ainda persiste nesta urgência

plena de um dia te amar.

Esta premência, traz recordações

de tua doce e lírica imagem,

ainda que hoje represente

uma luz tênue de uma brasa 

amortecida pelo tempo, 

do que um dia foi fogueira de desejos, 

pelo teu corpo maturado e marcado 

pelo passar dos inequívocos anos. 

Teus relevos e tons, ainda vertem de mim,

o leite tantas vezes derramado,

pela fervura emoldurada por muros

que o mundo nos impôs.

A tenacidade dos anos idos,

preencheram-me de um amor

segredado embora  desolado,

mas que ainda insiste, sonha e se dobra

pelos encantos sublimes deste sísmico amor

desesperado  e paciente.



                                           J  R  Messias


sábado, 23 de janeiro de 2021

Velha Cidade Velha

 Sob o Sol 

de um equatorial destino,

intensifica-se, também,

as sombras que assombram

a solidão desta cidade tão barroca,

em sua pérfida e constituída 

desconstrução,

ecletismo ditado pela

contemporaneidade 

das exigências urbanas,

que tolhe espaços e colhe 

significâncias de outrora

saudade,

fruto dessa mutação 

orgástica que,

numa lógica plástica

e mutante, 

transfigura os sentimentos

de amores saudosos

guardados em suas calçadas,

esquinas e vielas,

condicionando

em sua perversa 

arquitetura,

o devir de novos amores

"ressignificados" e  destilados 

no bafio excludente

de uma odiosa "gentrificação".







                       J R Messias


Cidade Velha foi o primeiro bairro criado em Belém, por Francisco Caldeira Castelo Branco, fundador da cidade em 1616 e que hoje sofre com o processo de "modernização" de muitas de suas residências e prédios seculares, embora o bairro inteiro seja tombado pelo poder público.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

 



Feliz Natal e Ano Novo.

São os, pra lá de sinceros votos, meu e de minha família.

Saúde e proteção para todos.


                                            J R Messias

domingo, 13 de dezembro de 2020

Áurea

Como vinho vivificado,

trouxestes luz e ânimo

a esta alma perdida

por falta de amor,

nos labirintos de uma crença 

permeável e previsível.


Com a beleza feérica de teu sorriso 

e a tenaz suavidade de tua voz,

aconchegaste-me ao teu colo,

brisa guajarina de um belo entardecer,

inoculando-me lastro e solidez a minha fé, 

inflando as velas 

de minha ancorada crença,

lançando-me para os confins,

a navegar por entre palavras e preces

que salvam, acolhem e dão sentido

a este vespertino  ato de viver.


Amém  -  آمين - amiyn


                                           J R Messias


Um Feliz Natal e Ano Novo 

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Deleite



 Essa tua ausência, 

faz deste hiato amoroso, 

uma total e angustiante impertinencia,

a degradar  minha alma 

nesta outorgada saudade,

em implacável distopia,

a tangenciar e subverter esta

alma vazia, pura ressonância 

de meu adúltero desejo, 

lascivo e eterno, por teu 

flagrante ato de atiçar a libido,

em discretos soslaios de teu olhar

ou no sensual entrecruzar de tuas pernas, 

sólida visão a alimentar meus desejos

e fantasias eternas.



                                                      J R Messias