Guardo, edulcorado, em meus lábios penitentes,
o ardor daquele beijo, lembrança trêmula
permeada de amor e desejo,
primazia que assolou a alma
com a delicadeza de um afresco
e a beleza islâmica de um arabesco,
azulejando os pecaminosos caminhos
desse anacronismo amoroso,
amaro e ladino, que traçou em pergaminhos,
um "déjà-vu" ao enigmático destino
de uma paixão prescrita, proscrita
e descrita nas entrelinhas do coração.
de uma paixão prescrita, proscrita
e descrita nas entrelinhas do coração.
J R Messias
