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quinta-feira, 6 de maio de 2021

Candura

 Atravessei tua vida,

conduta solene e ousada,

eterna travessura minha

a absorver tal ternura,

caricatura de meu atávico 

semblante sarraceno.

Recorrente nas paixões

silenciosas, urbanidade rumorosa

trespassada no fulgor de um beijo

roubado, seguimos marcados pelo acariciar 

de nossas palavras ocultas, vazias

e vadias, a transitar pela memória

indelével que escoam pelas 

sarjetas do tempo, escoriado

pela saudade arcana, só por nós,

decifrada em conjecturas

arabescas, marcadas pelo 

equinocial entardecer de nossos 

desejos, quando nidificamos 

nossos perfilados sentimentos,

enclausurados pelo tempo veloz.



                                              J R Messias

3 comentários:

  1. Poema muito terno e cândido, Messias, acho eu.
    Interpretar poemas nem sempre é fácil.

    Abraço.

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    Respostas
    1. Sua análise poética é sempre pessoal e bem vinda, Céu. Eu é que não sou capaz de ser tão prolixo quanto tu demonstra em teus escritos.
      Boa semana.

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  2. Ao contrario de mim, suas respostas são sempre pertinentes.

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