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quinta-feira, 18 de setembro de 2025
sábado, 9 de agosto de 2025
Ruiva
sexta-feira, 4 de julho de 2025
Áurea
Como vinho vivificado,
trouxestes luz e ânimo
a esta alma perdida
por falta de amor,
nos labirintos de uma crença
permeável e previsível.
Com a beleza feérica de teu sorriso
e a tenaz suavidade de tua voz,
aconchegaste-me ao teu colo,
brisa guajarina de um belo entardecer,
inoculando-me lastro e solidez a minha fé,
inflando as velas
de minha ancorada crença,
lançando-me para os confins,
a navegar por entre palavras e preces
que salvam, acolhem e dão sentido
a este vespertino ato de viver.
Amém - آمين - amiyn
J R Messias
Um Feliz Natal e Ano Novo
Digressão
marcada pelo fogo do amor
e pelas lavas ejaculadas
de minha paixão,
inundam esta eterna solidão,
de lembranças desta vida,
guardadas no saguão da espera,
donde contemplo, atônito,
o entardecer deste ebúrneo desejo,
mesclado por entre dejetos,
num jorro tardio,
deste encapsulado prazer
que por ti nutro,
inescrupulosa imagem
deste sincero desejo
de te saborear.
J R Messias
terça-feira, 1 de abril de 2025
domingo, 7 de abril de 2024
domingo, 14 de janeiro de 2024
domingo, 24 de abril de 2022
Minha ternura
Permanentes ressalvas a desativar escolhas
e a descortinar o amargor desta saudade
que entrelaça amores, cores e
valores que eternamente partilho,
numa paixão mimetizada pelos caminhos
que erro, pelo desatino afora.
Neste silêncio que minha alma devora,
e em minha garganta se cala,
exaspero a necessidade de expressar
as conjugações do verbo amar,
na adstringente mescla
entre o cósmico e cosmético jeito
de ao teu lado, ficar.
J R Messias
quinta-feira, 21 de abril de 2022
Sanha
Onde encontravas tu,
declinante amor deveras perdido
nos desvios e caminhos triviais
amargamente torturantes de um destino
convincente e não retilíneo,
alardeado pelo atávico meio de descolorizar
as lembranças que deixastes ,
pelas esquinas e cruzamentos dessa cidade pluvial
e tropical , locupletada de muita saudade de ti,
amor nunca trivial, sanguíneo e carnal.
J R Messias
segunda-feira, 21 de março de 2022
Primazia
Como num jogo de espera,
faço o movimente que
ela me permite (ou tolera),
no limiar de um objetivo,
um limite monocrático,
inspirado em (minhas) regras,
delimitadas pelos desejos do coração,
trincheira cândida
a ser transposta na jogada ilógica,
e na palavra exata, que roça a pele
e incendeia a libido,
liberando teu cheiro que inebria as lembranças,
faina que dedico com zelo,
no acariciar de teus pubianos pelos,
no labirinto desse medonho destino confesso,
atravessando caminhos, avessos
ao teu perdão cáustico, mas elástico,
como a extensão métrica e mórbida
das paixões incompreendidas
em corações sequiosos
de uma harmonia sorvida
sapientemente, pelo brilho
de teu olhar e da saliência
sugestiva de teus mamilos.
J R Messias
domingo, 9 de janeiro de 2022
Fragmentos
fotografo teu passar elegante, como se pisasses
sobre as brasas desse meu profundo querer, a atear,
em meus desejos, o fogo de teu negro olhar,
a observar o êxtase inebriado do meu,
que evitas, dispersiva, num intolerável e simulado desdém
que revelas, neste vazio esperar, bordejado de sonhos
e de poesias, que disperso-os, como balas traçantes,
a iluminar os céus deste meu anseio,
crepuscular e inescrupuloso, que margeia as dobras
deste sentimento e escoam por entre as fibras
de meu coração, idólatra que sou de tua imagem,
que energiza-me, nos poucos lampejos de tua miragem,
que rastreio, pelas ruas e esquinas,
deste meu desejo.
J R Messias
quinta-feira, 6 de maio de 2021
Candura
Atravessei tua vida,
conduta solene e ousada,
eterna travessura minha,
a absorver tal ternura,
caricatura de meu atávico
semblante sarraceno.
Recorrente nas paixões
silenciosas, urbanidade rumorosa
trespassada no fulgor de um beijo
roubado, seguimos marcados pelo acariciar
de nossas palavras,
ocultas, vazias e vadias,
a transitarem pela memória
indelével, que escoa pelas
sarjetas do tempo, escoriada
pela saudade arcana, só por nós
decifrada, em conjecturas
arabescas, marcadas pelo
equinocial entardecer de nossos
desejos, quando nidificamos
nossos perfilados sentimentos,
enclausurados pelo tempo veloz.
J R Messias
quinta-feira, 11 de março de 2021
Deziro
Na penumbra silenciosa
deste cômodo vazio,
por onde serpenteia uma solidão
a carregar em suas espáduas,
todos os amores não correspondidos,
como se fossem epístolas, guardadas
no cofre selado de meu coração,
remexo em memórias,
desnudas por esta saudade pranteada,
como se fosse uma incômoda paixão,
esfacelada pelo tempo,
a cingir com seus lamentos,
o tempo escoriado desta solidão.
Este saudoso amor,
que não mais vagueia pelos avarandados
de minha memória e nem navega
pelos meandros de meus desejos,
um corpo encantado e despido
pelo vazio das esquinas do tempo
em eterno voo pelas veredas desta vida,
contidas em cada alvorecer.
J R Messias
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021
Waiting
A passagem de um tempo,
vivido mas não partilhado,
ainda persiste nesta urgência
plena de um dia te amar.
Esta premência, traz recordações
de tua doce e lírica imagem,
ainda que hoje represente
uma luz tênue de uma brasa
amortecida pelo tempo,
do que um dia foi fogueira de desejos,
pelo teu corpo maturado e marcado
pelo inequívoco passar dos anos.
Teus relevos e tons, ainda vertem de mim,
o leite tantas vezes derramado,
pela fervura emoldurada por muros
que o mundo nos impôs.
A tenacidade dos anos idos,
preencheram-me de um amor
segredado e, embora desolado,
ainda insiste, sonha e se dobra
pelos encantos sublimes deste sísmico amor desesperado e paciente.
J R Messias
terça-feira, 10 de novembro de 2020
Deleite
Essa tua ausência,
faz deste hiato amoroso,
uma total e angustiante impertinência,
a degradar minha alma
nesta outorgada saudade,
em implacável distopia,
a tangenciar e subverter esta
alma vazia, pura ressonância
de meu adúltero desejo,
lascivo e eterno, por teu
flagrante ato de atiçar a libido,
em discretos soslaios de teu olhar
ou no sensual entrecruzar de tuas pernas,
sólida visão a alimentar meus desejos
e fantasias eternas.
J R Messias
sexta-feira, 25 de setembro de 2020
Pecadilho
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
Cármico
Endereço a ti, meu irascível aceno,
esperando de ti, em desespero,
um pouco de tua cena,
pode ser a mais obscena,
daquele tipo que a minha iris,
alveja como seta,
que meu pensar envenena,
que deixa minha ansiedade trêmula,
numa paixão semântica, devotada
e pecaminosa, a transpor o nexo
desse amor insano e quase lésbico,
a mapear as veredas por onde percorres,
na languidez de teus passos,
enquanto eu, em encilhado tropel
de desejos, pela tua maciez maciça
de tua cálida carne,
perco as estribeiras,
toda vez que te vejo, te ouço
e latejo de desejo.
J R Messias



