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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Concreto


Na assimetria dessa saudade
na desproporção desse desejo
anseio pelo teu olhar sincrônico
entrecruzado na frieza do desprezo 

(des)espero no clamor desse poema
acender em ti um "foton" de amor
"lúmem" que dissemine o calor
e que dissipe esse dissabor

Amargas são as horas sem ti
enclausurado na bastilha dessa dor
tento amalgamar restos de lembranças
tracejados nos resquícios desse amor

Amor que me consome em fantasias
oníricas como um sonho juvenil
que atormentam minha alma outonal
mesclada de paixão e de vazio.


                             J. R. Messias


Eraser


Esquecer tua inolvidável imagem
abandonar um sentimento que subjaz
marcante, atemporal, profuso de paixão
incansável na pertinência de uma saudade sem fim.

Mascarar minha amargura na lida cotidiana
imensa forma de sofrimento implacável
no descompasso de tua lembrança amorosa
encharco-me de desejo nessa catarse indelével.

Grita meu coração tal qual um fauno
que em vão tenta captar teu cio
na selvagem agonia de meu desejo
de desfrutar teu ser, nem que seja,                                                     na suavidade de um beijo.


                           J. R. Messias

terça-feira, 4 de junho de 2013

Corpóreo II






Teu corpo, morada distante
de fantasias, curvas,
imperfeições e desvarios 


Tuas ancas
vigor, volume
maciez e tenacidade
em abundância de carne

Tuas coxas,
quentes e suaves,
agasalhos do sexo
na firmeza torneada
de seu nevrálgico volume.

Teus pés,
segunda paixão
pequenos, proporcionais
filigranas oníricas
desse amor imensidão.


                     J. R. Messias

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Interiores



Quero sorver cada gota dos teus
escaninhos de prazer
e ao mesmo tempo guardar neles
toda carga e abundância
dessa sina de te amar

Quero preenchê-los com minha paixão
represada e reprimida
e reverberar nas paredes do teu ser
a culminância de todo um desejo

Ejaculado, derramado e gotejado
repleto de uma exultância exaltada
na espera, na chegada e na consumação
de um amor consolidado e secreto.



                                       J. R. Messias

Profundo



Mareado de prazer de navegar pelo teu corpo
libero das amarras, esse desejo proibido e pecaminoso
tanto tempo preso aos ditames da insensatez.

Busco na calmaria desse sublime momento
As palavras carregadas na abundância
dessa paixão oceânica que recomeça como
uma brisa de beijos, abraços e o roçar de nossos corpos
como se fossem barcos ancorados num porto agitado
pelas tempestades de um mar revolto de sentimentos

Que enfurece, enlouquece e nos traga para as profundezas
orgânicas de espasmos, gritos, suspiros e cansaço.


                                                      J. R. Messias