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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Delírio



Entardecer, ocaso
fenecer das cores
artificialidade das luzes
miríade de estrelas

Noite no "verde vago mundo"
farfalhar de asas noturnas
cantos sombrios
corujas, bacuraus, sabiás
despedem-se do dia

coração solitário nessa imensidão
de um amor maior ainda
de um desejo eremita
de uma saudade que não finda

O silêncio ensurdecedor
das frias madrugadas
atordoa e inebria o sono
povoa meu regaço 
de sonhos, pecados e pesadelos.

                               J. R. Messias

Duplicidade



Sorriso, carinho, suavidade
nos gesto, no falar e no olhar
imagens paradisíacas, reconfortantes
benévolos momentos idílicos.

Rancor, furor, desprezo
orgulho, egoísmo, desamor
o paraíso em chamas, colérico
amargos, sentimentos, dor

Teus extremos,  convulsos
alternantes humores, delírios
momentos de amor e ternura
outros, de tristeza e desventura

Difícil encontrar teu mediano
dureza conviver com extremos
na labuta diária de equilibrar-me
nas ondas ecocardiogáficas
de teu  humor cotidiano. 

                                         J. R. Messias


Luminoso


Pelas largas ruas
Sombreadas pelas mangueiras
caminho indolente e absorto
cercado por cheiros e imagens
tão íntimas aos meus sentidos

Perfumes tão aprazíveis 
como o do tacacá nas tardes de sol
como o teu perfume, de doce memória
das poucas vezes que te beijei.

Imagens tão singelas e significativas
como dos seculares sobrados e mangueiras
como o vulto de ti a vagar
nas estreitas sendas de minhas lembranças

Perfume e imagem, dispersos
que trago-os no desejo
vivos, pulsantes, expostos
ávido para um dia uni-los
numa bela tarde de sol.

                  J. R. Messias

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Ocaso




Sentimentos lúgubres
assaltam-me saudoso
na indolência ociosa
de um anoitecer vazio


Espírito ausente

corpo dormente
lembranças ardentes
leito descontente


Tardes, saudades, ócio

mesclam meu tormento
espelham o íntimo
de um amor exilado


Ausente, carente, ávido

excluso de teu carinho
exausto dessa solidão
exposto ao destino.


                    J. R. Messias

Imagem: arnobiorocha.com.br

Cio







No epitélio das lembranças
destas elucubrações poéticas
transcrevo, libidinoso
desejos pélvico falicais

Onde a maciez maciça de teu corpo
leitoso, profuso e abundante
inebria este onírico momento
tão repleto, completo e distante

No ecoar de gritos abafados
no escoar de orgásticos desejos
mesclados nas tramas do algodão
a dor de uma realidade dispersa.


                                J. R. Messias

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Peregrino


Trago minha boca e meu corpo,
castos e sequiosos pelos teus
comboiados por um ardor
e por uma represada torrente de carinhos
a açoitar meus desejos  escancarados.

Que em nenhum outro ninho
encontrará o aconchego,
a suavidade de teu carinho
e o calor de teu corpo amigo

Corpo com tantas histórias pra contar
corpo com tantas marcas do tempo
histórias que anseio partilhar
e marcas ansiadas para acarinhar

Fazer deste templo em carne e osso,
amor, desejo e paixão,
a fonte de minha peregrinações
de minhas promessas 
e de minha doce perdição.

                                 J. R. Messias

Docentemente amadas




Desejos em desalinho
mitigados a cada verso que escrevo
a cada suspiro de paixão
por elas e suas doces perversões

Tão próximas e tão sugestivas
deixam escapar no olhar
muito mais que "cuerpos hermosos"
a inebriarem minha libido

Colegas, amigas, amadas
esse cabedal bem vindo de paixões
de beijos, abraços e carinhos
carentes, urgentes, indecentes 

Portas sempre abertas, disponíveis
sendas encharcadas de aconchego
destinos partilhados pela solidão
pela proximidade e pelo apego.

  
                             J. R. Messias

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Místico

Impávido, perpetuo esta paixão
permeada pela pureza pueril
de um amor proscrito e (queira Deus),
apenas postergado.

Atônito, tento transcrever este trôpego amor
encastelado em mim nestes profanos versos
onde exponho minha paladina busca 
pelo teu encanto.

Encanto, feitiço, sina 
que me acorrenta misticamente
ao teu   ser etéreo, mágico e predestinado

                                         J. R. Messias

Impressões

Pele aveludada como frutos do ingá
olhos escuros como sementes de biribá
lábios da cor da pele do boto cor de rosa
cabelos negros como uma noite sem luar

Teu corpo, delineado de ardor feminino
ressalta curvas sensuais e precisas
numa sinuosidade meândrica e fluida
encorporada na placidez colérica de teu caminhar

Olhar segmentado e aflito de desejo
falar tenso e nervosamente empostado
gestos de um mecanicismo quase adestrado
que todo se desfaz quando o coração perdoa.


                                 J. R. Messias

Infinito

Proponho-te um paralelismo amoroso
em um contexto triangular
tendo um quadrilátero como pousio
na álgebra coerente de um amor circular

Na geometria destes versos
argumento com meus dígitos
quão exato é a desproporção
do sentimento e da ilusão

No desvario dessa inexatidão amorosa
busco um denominador comum
que contemple ao mesmo tempo tanta saudade
na relação direta dessa randômica solidão

Solidão que, cartesianamente
tal qual um conjunto vazio
insiste nesta ignóbil interseção 
de corpos e paixões que paralelamente
teimam em se encontrar no infinito.


                                      J. R. Messias

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Cronos

Meu coração audaz
busca teu ser
como um viajante 
em busca de seu destino

Como um servo 
a procura de sua rainha
como um poeta 
em busca de sua musa

O tempo, célere e imperdoável
tira de mim as esperanças
de um dia usufruir de ti
e prescrever essa vacância

Mulher, fêmea, objeto
seja em qual dimensão for
carrego no meu íntimo
toda a amplidão de meu amor

Repleto que estou
de uma amor outrora platônico
mas que hoje reverbera de tesão
maturado de paixão: vem!

                          J. R. Messias

Inesgotável

Curvas e abundância
pele alva e perfumada
macia como pétala de flor

seios em volume
firmes e sensuais
assim como tuas ancas

Pernas, coxas
na tortura almejada
de seus contornos

Arredondados,
repletos,
amados e desejados
inescrupulosamente.

                      J. R. Messias

Sinfonia

Manipular teu corpo como
se fosse um instrumento musical
Buscando todos os tons
altos, médios e baixos

Usando com  precisão 
meu carinho e afeto
para afinar e sincronizar
nossos movimentos

Tirando de ti
os sons e acordes
allegro, tocata e fuga
regidos pelo prazer

Onde cada carícia
como uma nota musical,
ressoasse em nossos corpos
como uma sinfonia amorosa

                   J. R. Messias

sábado, 7 de setembro de 2013

Prece

Mulher amada, moras no meu coração
moras na alegria de um convívio 
cheio de assimetrias 

Onde ao largo dessa paixão
encontro a harmonia de uma 
alma sedenta de tua companhia

Da exata maneira equilátera de 
amar, desdenhar e perdoar
como se Deusa fosse

Que domina meu ser
protege meu corpo
transgride meu querer
e perdoa este ente amoroso


                                     J. R. Messias

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Lampejo


Frescor no sorriso
voz quase embargada
descompasso do coração
seu olhar, ah aquele olhar!

Naquela inolvidável tarde
desejei-te como a primeira namorada
tremi na emoção de ser teu
nem que fosse por um instante

Mas depois, chorei calado
preso que estou a convenções
ver-te afastar-se de mim
como uma brisa a trespassar meu espírito

Hoje, apartado de tua vida estou
tendo-te em minhas orações e  e sonhos
e colada estás nos recônditos da memória
onde reservo toda uma saudade

Fostes a amada surpresa que pela minha vida passou
dilacerando a solidão galopante 
como se fosse uma pedra preciosa
rígida, rara, cintilante e preciosa

                       J. R. Messias

Onírico


Acordo no meio da noite, ofegante
tua presença tomou de assalto meus sonhos
brilhavas como a lua cheia
no breu da  escuridão em que me encontrava

Enchestes meu espírito de êxtase
afastou o medo e a aflição do coração
e embora nada falasses, o teu olhar 
impulsivo e impaciente
verbalizava uma miríade de signos

Que hoje decifro-os, diligente
como se um bom presságio fosse 
de um devir menos agônico 
e mais resiliente.


                                 J. R. Messias

sábado, 31 de agosto de 2013

Ausência


Na plenitude dessa saudade
da falta que sinto,
do teu olhar e de teu sorriso

Contemplo a solidão
como um espectador
submisso e contrito
aos teus ditames e desejos

O amargor dessa distância
se reflete nesta angústia
infindável e emblemática
que não tem cura nem pausa

Mas que queima viva
solene e constante
neste coração apartado
e contraído de saudade

Pela sutilidade implacável
de tua sublime imagem
pela ausência corpórea

De tua altivez etílica
e pelo silêncio tonitruante
do teu falar intrusivo.


                      J. R. Messias

Geométrico


Delineado nas curvas do tempo
perfilado na constância da história,
a mecânica dessa ausência é preenchida
por lembranças fractais.

Teu egoísmo explícito transpira, efusivo
assustando o meu querer
e embaralhando os sentimentos 
contidos no continente dessa alma amorosa

Escassos são os espaços legados para
por ti deleitar meu tristonho e saudoso olhar
que se esgueira temeroso e discreto 
pelas frestas do cotidiano

No ingênuo, emotivo e sublime momento
de contemplar-te nem que seja 
por um breve segundo.

                                       J. R. Messias

Memórias


O tempo deixa marcas na alma
como escórias latejantes
que marcam nossa mente 
e pensamentos 
de lembranças prementes.

Busco arrancar, em vão
as raízes encravadas de saudade
no meu incauto coração
e carente de tanta paixão

Delineio nas páginas de minha vida
imagens fractais
que exprimem a complexidade
desse lírico querer de forma contida

Pois o platonismo desse amor
imbrica-se na práxis de uma solidão
na espera desesperada
de acolher essa saudade solapada de dor.

                                   J. R. Messias



Quase amor


Ela não sabe o quanto a esperei
O quanto quis agregar
nossa saliva
nosso suor
nosso gozo

Apático levo, esquivo, este tempo
no aprendizado da dor cotidiana e carente
de seu olhar
do seu abraço
do seu beijo

Buscando nas fantasias e nos meus sonhos
migalhas de lembranças
de um desejo
de sutis olhares
e de prazeres irrealizados 


                                  J. R. Messias



segunda-feira, 15 de julho de 2013

Aguardo





Áspera é a superfície dessa saudade
Que insiste em tocar meu corpo, alma e coração
Como um afago incontrolável, sorrateiro e epidérmico

A  sombra do teu sorriso me assola
O som da tua voz me assusta
A luz dos teus olhos me inebria
Tua presença é um acalanto ao meu insano querer.

Busco-te em meus sonhos
Guardo-te em meus pensamentos 
Desejo-te em meus delírios
E calo teu nome em minhas palavras
Pois és para mim, o sentimento de toda uma vida.


                                                   J. R. Messias

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Concreto


Na assimetria dessa saudade
na desproporção desse desejo
anseio pelo teu olhar sincrônico
entrecruzado na frieza do desprezo 

(des)espero no clamor desse poema
acender em ti um "foton" de amor
"lúmem" que dissemine o calor
e que dissipe esse dissabor

Amargas são as horas sem ti
enclausurado na bastilha dessa dor
tento amalgamar restos de lembranças
tracejados nos resquícios desse amor

Amor que me consome em fantasias
oníricas como um sonho juvenil
que atormentam minha alma outonal
mesclada de paixão e de vazio.


                             J. R. Messias


Eraser


Esquecer tua inolvidável imagem
abandonar um sentimento que subjaz
marcante, atemporal, profuso de paixão
incansável na pertinência de uma saudade sem fim.

Mascarar minha amargura na lida cotidiana
imensa forma de sofrimento implacável
no descompasso de tua lembrança amorosa
encharco-me de desejo nessa catarse indelével.

Grita meu coração tal qual um fauno
que em vão tenta captar teu cio
na selvagem agonia de meu desejo
de desfrutar teu ser, nem que seja,                                                     na suavidade de um beijo.


                           J. R. Messias

terça-feira, 4 de junho de 2013

Corpóreo II






Teu corpo, morada distante
de fantasias, curvas,
imperfeições e desvarios 


Tuas ancas
vigor, volume
maciez e tenacidade
em abundância de carne

Tuas coxas,
quentes e suaves,
agasalhos do sexo
na firmeza torneada
de seu nevrálgico volume.

Teus pés,
segunda paixão
pequenos, proporcionais
filigranas oníricas
desse amor imensidão.


                     J. R. Messias

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Interiores



Quero sorver cada gota dos teus
escaninhos de prazer
e ao mesmo tempo guardar neles
toda carga e abundância
dessa sina de te amar

Quero preenchê-los com minha paixão
represada e reprimida
e reverberar nas paredes do teu ser
a culminância de todo um desejo

Ejaculado, derramado e gotejado
repleto de uma exultância exaltada
na espera, na chegada e na consumação
de um amor consolidado e secreto.



                                       J. R. Messias

Profundo



Mareado de prazer de navegar pelo teu corpo
libero das amarras, esse desejo proibido e pecaminoso
tanto tempo preso aos ditames da insensatez.

Busco na calmaria desse sublime momento
As palavras carregadas na abundância
dessa paixão oceânica que recomeça como
uma brisa de beijos, abraços e o roçar de nossos corpos
como se fossem barcos ancorados num porto agitado
pelas tempestades de um mar revolto de sentimentos

Que enfurece, enlouquece e nos traga para as profundezas
orgânicas de espasmos, gritos, suspiros e cansaço.


                                                      J. R. Messias

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Ternura





Tento, com  minha poesia,
arranhar a crosta que recobre
teus sonhos e tua paixão
como uma carícia mundana
que aos poucos profana
o diáfano véu que que cobre a solidão.


                                 J. R. Messias

Fontes tuas


Quero teus lábios (todos eles),
úmidos, cálidos e abundantes,
para saciar a sede
de longos áridos anos.

Sutileza  anatômica,
esconde contornos, trejeitos
repletos, sincréticos e sagrados
conduzindo minha  busca.

Demanda  que subjaz  em meu ser
na promíscua curiosidade
de conhecer  esse desejado objeto
obsceno, solene, amado.


                                  J. R. Messias

Approuch

"Na perigosa curva dos cinquenta"
o destino emplacou a surpresa,
impactante, atordoante, feliz
em um coração recôndito e recluso.

Um arejar cordial da alma,
um aceno ao corpo,
alertando que a vida pulsa,
que o desejo exulta.

Uma provocação "pecaminosa",
irrefreada, desmedida, desmesurada,
com requintes de uma irresponsável loucura
e de uma sublime doçura.


                                        J. R. Messias

Primeiras águas


Um prelúdio entre o sim e o talvez
o desejo acalentado e calado na voz
mas não no coração e nos gestos

Timidamente busco espaços, caminhos
naquilo que, intrínseco e proibido, aquece
meu querer, nessa procura madura e prenhe

de símbolos e angústias pelo esperado desfrute
de teu corpo cálido, da maciez do teu carinho
e da languidez de teu abraço


                                    J. R. Messias

Eterna busca


Desdenhar-te, contrariar-te?
ilusão da mágoa
Buscar teu abraço, teu beijo,
doce submissão

Aquecer minha alma
que em trôpego caminhar
interpela teu ser, tua candura
tua firmeza afetuosa, adocicada
pelas premências do destino

que preenche os vazios de meu coração
com os sentidos da paixão
e com o sabor da tua sedução


                                J. R. Messias

Corpórea paixão


O sutil delinear de teus lábios
finos, planos, serenos
fonte de sorrisos e de segredos

Ser amado, platônico
síntese de um desejo acalentado
na simbiose do um hedonismo
hemorrágico.

Energia que pulsa, lateja,
escorre entre lábios e dentes
como uma volúpia cíclica
a assolar meu desejo.


                                    J. R. Messias

domingo, 26 de maio de 2013

Linhas cruzadas

Cruzar nossa vidas
entrelaçar nossos corpos
sorver cada pedaço do teu amado ser
Com a fúria de um predador
e a delicadeza de quem colhe uma flor.

Profanar teu corpo e alma
com minhas carícias e desejos
povoar o teu querer com a energia de um amor
invasivo na paixão
lascivo no desejo 
e onírico na sedução

Always blow my job








Tua boca, língua, lábios e saliva

deslizam na sincronia 

dessa fálica carícia


Nessa copulante e pulsante 
forma de amar
íntima e de sensações sedosas 


Carícia que me conduz

aos mais elevados sentidos
que essa  intimidade carinhosa traduz

Na maestria de teus movimentos,
no teu provocativo olhar,
a me levar  ao teu desejado intento.


                J. R. Messias

O teu olhar

Quantos segredos escondem os furtivos olhares trocados pelos caminhos de nossas vidas.
Olhar direto: intimidador e assustador para um tímido coração como o meu.
Olhar de soslaio: misterioso, excitante e infalível, desses que só nossas amadas mulheres sabem nos deleitar com essa sutil lateralidade visual.
Olhar a distância: esquadrinhador, fotográfico e analítico, 
capaz de "scanear" até o fundo de nossas almas, deixando em nossas retinas as dúvidas e incertezas (sempre bem vindas).
Olhar indiferente: para os tímidos, um alívio na agonia mas carregados de subjetividades .
Intimidadores, diretos, distante seja qual for, o olhar feminino brinda-nos todos os dias com a poesia, com o mistério e o desejo, combustíveis cotidianos que nutre e acarinha  nosso hétero amor.

                                                         J. R. Messias

Transubstanciação

Chuvas se vão
levando o inverno
trazendo o verão

Mais um ciclo, purificação,
erosão, lixiviação da terra
do corpo, da alma, renovação

Na languidez sugestiva dessa estação
corpo, carne, alma, carências
extrapolam os limites da sazonalidade amorosa

Tocam, lambem, beijam, abraçam
jorram desejos recônditos e reprimidos
de olhares cobiçados, cobiçosos e obscenos

Até que as chuvas voltem
trazendo o úmido inverno 
para aconchegar toda uma solidão.


                                  J. R. Messias

Amor a mais, demais.

Amar, amaro sentimento
doce sensação
ácida ilusão fugaz.

Busca esquálida e incerta
da tua outra  metade
do teu lânguido acolhimento.

Donde o destino sagaz
interpõe sonhos, luxúria
magia ou a solidão atroz.

Desejo sagrado e incensado
marcado nas fibras do coração
como um beijo prenhe de sofreguidão.

                              J. R. Messias

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Latitude solidão.


Escasso tempo
Espaço desatento
Tramoias da vida
Armadilhas venais

Barreiras
aos sentimentos reais
Submissão a lógicas irracionais,
presentes, céleres.

Instrumentos do destino
interposições duo cordiais
percalços,
exercícios de  legitimação
da dor e do desejo da amar.


                       J.R. Messias

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Imagem



Castanhos suaves cabelos
na harmonia matizada
de teus intempestivos olhos

A delicadeza tênue  de teus lábios
fonte abundante de palavras, carícias,
irreveláveis.

A branca suavidade de tua tez,
no delinear de um corpo meândrico
como um rio, caudaloso como tuas                                                                                              sugestivas ancas.

Coxas, pernas e pés
a síntese basilar de um corpo
feminino, exposto, orgástico.



                                      J. R. Messias

Sabor

Lamber tuas palavras
teu gozo, tua língua
síntese atávica de uma ânsia atônita,
sonhada, esquiva

Saborear tuas sílabas
contrações pretéritas
de um desejo orgânico, profuso
que escoa, lascivo.

Deglutir teus signos
mistérios que decifro
na aquiescência  intrínseca
de teus segredos.

                                          J. R. Messias

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Quando o longe é Bem aqui.

"Felizes  os que não veem e acrerditam".  O amor e seus patamares, anteparos, arestas, fronteiras.  Para muitos, amar significa olho no olho, abraço, calor do outro, presença física, sólida, real, pois assim pode-se mensurar, calibrar, avaliar os sentimentos, as reações do outro, a expressão explícita a cada palavra, a cada toque ou a cada carinho.   É vero.   Estar frente a frente com o seu bem, te permite calcular a exata dimensão do teu amor, carinho, paixão e tesão pelo ser amado e desejado,  e vice versa, sem dúvida.
Mas quando esse amor, essa paixão, esse bem querer que te aquece o coração e te ilumina a vida encontra-se  milhas e milhas, quilômetros e quilômetros  de distância?
Como essa "medida amorosa" pode ser determinada, mensurada e acima de tudo, acreditada?  Como a virtualidade amorosa  é capaz de unir pessoas tão distantes  na forma de uma paixão ou de um amor desejado, aflito pela vontade de se tocarem,  de se acariciarem? Respostas a tantos questionamentos, são inúmeras:  algo "espiritual",
um "modismo" fruto das facilidades que as tecnologias de comunicação nos permite, ou, quem sabe, o adorável gosto pelo proibido, pela "quebra das convenções sociais".
Amar alguém nestas condições, mas amar mesmo, não se resume a simples conversas em msn ou remessas de torpedos apaixonados e açucarados.   As palavras tem coerência, tem energia, de nada adianta você mandar a mais empolgante mensagem de amor que encontrou em uma rede social, se ela é desprovida do sentimento da energia vital daqueles que amam e que colocam essa energia em cada gesto ou palavra dedicada a quem você ama.  Ela (e) sentirá aquele "arrepio" quando captar essa densa e mágica energia que une os amantes de verdade, seja qual for a distância que os separem.   Palavras sem energia, coerência e sem a carga erótica que só os que amam sabem dizer, é jogar conversa fora é a verbalização do vazio.
   
                                                                                                          J. R. Messias

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Demanda


Busco no labirinto do teu ser,
Como um fluxo das marés,
os momentos de tua lucidez herética
e de tua loucura abençoada

Busco na vivacidade de tua voz
o cintilar dos teus segredos
vividos, expostos, solenes,
segredados entre tímidos sorrisos
e o tonitruar de tuas risadas.

Busco na solidez do teu corpo,
o reflexo espelhado daquilo que,
submerso, brota, aflora, resplandece
do teu ser como uma vigorosa primavera.

                                 J. R. Messias


sábado, 9 de fevereiro de 2013

Folias carnavalescas

Carnaval, expressão profana de um período no qual as pessoas travestem suas vidas de forma exporem seus recônditos sentimentos, verdadeiros ou não.  Época onde uma certa "euforia" toma conta de quase todos,  expressão de uma certa "ditadura da felicidade", tal qual nas festa de Ano Novo, onde ficar  "na sua", é sinônimo de antipatia e de "estraga prazeres".  Não existe nada mais irritante pra mim do que ter que expressar sentimentos que soam vazios em meu coração.  Felicidade, alegria, regozijo, paixão, são sentimentos, pra mim, tão nobres, tão importantes e sublimes, que não podem ser submetidos a nenhuma  forma de imposição de ditadura ou regra social.  Gostar, amar, apaixonar-se ou até mesmo odiar, tem que ser e parecer autênticos.  Alguns diriam que tu podes "machucar alguém" com suas "duras" palavras ou com sua maneira de falar certas coisas... Não tenho dúvida de que isso procede, machuca e amofina, como o "adeus" injusto, vindo de quem se ama.  Mas a vida prossegue, na real e na virtual forma de se viver e amar e pra nossa sorte, não se restringem a apenas "três dias de folia e brincadeira".  Amém.
                                                                                   J. R. Messias

Paixão virtual



Qual o sentido de uma paixão virtual ?
A lei do mínimo esforço?
O fio da navalha entre a ordem e a desordem ?
Uma (re) configuração de uma nova forma de amar?

É o ficar a toa, na inspiração da paixão "malandra",
pra lá e pra cá.
Ideologia de um discurso, sentimento, dialogado,
monolítico, bifásico.
Acalentado na frieza da solidão, de uma insensível
virtualidade bipolar que aproxima e distancia,
quem se ama e quem se espera.

É a saudade e a ilusão de uma emoção,
preenchida por palavras, na sofreguidão dos desejos,
virtuais ? sim mas autênticos, essenciais e vitais.

                                           J.R. Messias

Imenso














Amar é transpor fronteiras, nunca demarcadas pelo coração.
É a busca do proibido, daquela fresta de luz que que te ilumina 
a libido.

Que te retira do limbo da solidão e te arremessa, igual náufrago
nas contundentes rochas da paixão.

Que cobre nossa solidão com o tênue véu do desejo
da sôfrega busca em corpo e alma dessa mágica tradução,
que chamamos de amor.

                                                  J.R. Messias

domingo, 20 de janeiro de 2013

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