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segunda-feira, 31 de março de 2014

Urbano amor


Procura-se entre ruas e avenidas, centro e periferia, o brilho do amor almejado e fantasiado, numa busca urbana, cigana e profana.
No centro, o vazio da solidão, urbanizada pela concretude de almas perdidas, abandonadas e a deriva na artificialidade deste espaço marcado por um egoísmo carente e pela insalubridade de sentimentos.
Na periferia, encontra-se multidões presas pela distância mesquinha, não apenas física mas também circunvizinha  do abandono, centralizada na indiferença social e humana onde os amores nutrem-se do absenteísmo da esperança e da indiferença do olhar.
Diferentes realidades que refletem diferentes formas de amar a clivarem, no espaço urbano, a construção e a constituição de sentimentos ausentes, carentes e presentes.

2 comentários:

  1. Nossa, que lindo!

    Uma mistura de aforismos com a busca dos sentimentos "extintos"

    Vi-me andando nestas ruas e vielas, sou muito observadora, tímida(não atrás do monitor, deve ter percebido pela quantidade de palavras, rs...) enfim, aqui fora, mesmo do meu jeito retraído, observo atentamente as pessoas, e, é como se ouvisse os seus pensamentos, sempre separei muito bem os instrumentos no arranjo de uma canção, e, em meio ao caos de um centro urbano, há o "grito calado" de tantos sonhos delicados...

    Amei demais, muito sensível, parabéns!

    Um terno abraço, Lu.

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  2. Grato, Lu. Eu ia tentar fazer uma poesia mas comecei escrever tanto que quando olhei, tava mais com cara de prosa.
    Tens razão, a cidade tem tanto a nos revelar, tanta poesia oculta por ser escrita, tanta dor nos semblantes cansados pela labuta diária.
    Quanto a timidez, somos dois. Consigo escrever aqui no blog ou falar muito por ser professor e a profissão exige isso de mim.
    Gosto desse seu "hemorragia", abundância, torrente de palavras. Os tímidos são assim mesmo.
    Abraço, Lu.

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