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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Traduzir-te


A vida sabe mais quando se ama
pois deixa rastros em nosso viver,
numa translação de sentimentos e de sensações 
que nos torna mais íntimos e sensíveis aos 
infinitos detalhes da amada, uma mutação de sentimentos
que dá ao amor uma configuração cintilográfica,
quase uma efeméride de sensações onde cada detalhe
dela (olhos, cabelos, sorrisos), é mensurado como se fossem
picos eletrocardiográficos da paixão,
é o ponto de inflexão de um viver, outrora multifacetado
e o começo de um sentimento que nos torna único,
uno unívoco, seja na dor ou no eterno amor.


                               J R Messias

8 comentários:

  1. Linda tradução do ser amado e tambem, da intensidade do amor.
    Perfeito como sempre o é. Aplausos para o poeta.

    Beijos!

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    1. Muito pretensioso de minha parte, admito, mas quem sou eu para contestar suas sempre carinhosas intervenções ...
      Meu carinho de sempre, querida Lu

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  2. Um texto muito bem escrito, muito terno, amoroso e muito profundo, meu amigo!

    Traduzir alguém que amamos não é fácil, aliás, nem temos palavras, "arte e engenho" para o fazer.
    Na dor, o mesmo sucede. É indescritível.

    Abraços e boa semana.

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    1. São uma daquelas ações pernósticas que nós homens ensejamos dar significado a criaturas tão complexas como vocês mulheres. A gente tenta, mas é duro e por isso as amamos tanto.
      Prazer enorme em receber seu carinhoso e preciso comentário.
      Um grande abraço.

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    2. Não devemos entender quem amamos e suas atitudes. Se o fizermos, se perderá o encanto.
      Obrigada por amar tanto as mulheres e pela visitinha e comentário tão inteligente k deixou em meu blog.

      Não sou poetisa, meu querido amigo, apenas escrevo!

      Carinhosamente, um abraço!

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    3. Talvez, no fundo, queiramos entender uns aos outros, muito mais as mulheres pela inapelável atração a qual nos conduz, héteros e apaixonados que somos e rezo para nunca acontecer tal "entendimento" pois como dissestes, "perderá o encanto".
      Quanto ao teu blog e teus escritos, gostei da intensidade como descreves o que tens em teus labirintos e escaninhos da alma e do coração e perdoe a ousadia de discordar de si,pois com a massividade de sentimentos que transbordam em teus escritos, pode até não ser poesia mas está muito além de um mero "apenas escrevo".
      Um transatlântico abraço, querida Escritora CÉU.

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  3. Acredito bem k sim. E nós tentando "modelar" vocês - risos, mas "coisa" tem de ser bem feita, sem se notar.
    Nós, hétero, nos amamos até nas coisas mais pequenas e são essas k mantém a relação, em minha opinião.

    Sempre tive mta imaginação, é verdade. Na escola primária, pegava um tema e ele, invariavelmente, ia parar ao desejo, ao amor e ao prazer. Eu só tinha 10 anos, e portanto, tudo acontecia, sem k eu desse conta. E minha professora, sempre mto preocupada comigo, pke eu era diferente de todos os meus colegas, na escrita, na quietude e no olhar. Depois, essa cabecinha nunca mais parou.

    Agradeço teu abraço, que retribuo com imensa afetividade.

    Bom fim de semana, Messias!

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  4. Existe um lado bom quando desde os 10 anos, seu "métier", já estava explícito, o lado não muito bom é que passastes a ser vista como "estranha". Ainda bem que ficou só na estranheza de sua professora.
    Quanto a doce dissimulação modeladora de vocês mulheres para conosco, pobres varões apaixonados, na verdade fazemos aquilo que chamamos aqui no Brasil de "vistas grossas" (grosseiramente com um laissez fair, laissez passer), ou mais popularmente "me engana que eu gosto".
    Abraços, querida CÉU e lembranças do além mar.

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