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terça-feira, 17 de abril de 2018

Idílio

Resultado de imagem para idílioPelo peitoril da janela,
vislumbro as formas precisas
de um belo chão de mosaico
e o verde musgo que brota nos muros
umedecidos por tantas invernadas.

Esse cheiro de mato molhado,
trazido pela brisa da tarde,
confunde-se com o cheiro de tua carne,
branca, abundante e profana,
onde, entre as tuas pétalas, vou repousar.

Depois, pelas esquinas solitárias
das tardes de domingo,
a luz grená do sol se fragmenta
em um vertiginoso rumorejar,
onde, de mãos dadas, vagamos
por entre verdes túneis e o
cintilar de seculares azulejos,
na paz de um amor
partilhado e mergulhado
nos tantos olhos d'água de nossos corpos
e em tantos beijos roubados.



                                           J R Messias


2 comentários:

  1. A imagem tem tudo a ver com esse poema;
    Nos remete a esses tempos remotos onde os beijos
    só roubados k. ou escondidos.

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  2. Ouvindo o "poema sujo", de Ferreira Gullar, veio-me a vontade de escrever este "vintage poem"
    Abraços.

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