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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dormente


No atordoar das insones madrugadas,
prostrado ao relento de teu candente desprezo,
desperto, exasperado, por ausências e carências
que subtraem minha lucidez, aviltando a volúpia
deste voraz desejo.
Esta ânsia dúbia, entre o rancor e a paixão
exacerba meus crônicos desatinos,
deflagrados pela eloquência desta solidão,
que drena a sanidade deste agônico amor.
embotado nesta súplica quase afônica,
no amargor deste tépido beijo,
no inóspito vazio de teu olhar e 
na frieza crua de um adeus.

J. R. Messias


Imagem: arquivo da web.

2 comentários:

  1. Belíssimo e inspirado texto poeta, encantada , a gravura escolhida também é divina, parabéns pelo bom gosto, bjs

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  2. Momento de letargia poética, NLC. Sua presença é sempre inspiradora.
    Abraços, Poetisa.

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