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terça-feira, 8 de abril de 2014

Hidrovias na Amazônia


   A ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), encomendou par a Universidade Federal de Santa Catarina, um projeto piloto preliminar sobre a hidrovia Araguaia-Tocantins.  Tal proposta incluiria a criação de terminais hidroviários nos municípios de Conceição do Araguaia, São Félix do Xingu, Breu Branco e Baião.
   A preocupação pela criação desta hidrovia é a de demonstrar que o sistema hidroviário "não é apenas uma opção, mas o melhor caminho para o movimento de cargas no Brasil" (Jornal Diário do Pará).
   A tabela abaixo, justifica esta afirmativa:

                               Custo de 1 ton. de carga transportada

                                Ferrovias -   US$ 5
                                Rodovias  -   US$ 22
                                Aerovias  -    US$ 67
                                Hidrovias -   US$ 1

    Os estudos indicam que o momento exige, além de custos menores no transporte de cargas, menores impactos no meio ambiente e as hidrovias causam menos menos impactos ambientais e menores custos nos transportes.  Além do mais, novas fronteiras agrícolas e minerais na Amazônia, exigem novos sistemas de embarque e desembarque de produtos e o transporte hidroviário é o mais viável.

  A bacia do Araguaia-Tocantins, abrange estados do Pará, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e Goias,
com cerca de 767 mil Km2  de rios, envolvendo o Araguaia, Tocantins e o rio das Mortes.  Pelo projeto piloto, em 2030, a movimentação de cargas por este sistema , seria de 48 bilhões de toneladas/ano (soja e minério de ferro).

  O cenário econômico que define a importância desse sistema hidroviário, inclui o início das atividades da ALPA (Aços laminados do Pará), em Marabá, com potencial de produção de cerca de 2,5 milhões/ton. de lâminas de aço (1,85 milhão para exportação).  Outro elemento importante é a construção do terminal portuário na cidade de Baião com projeção de carga de 500 mil toneladas/ano
de produtos florestais, leite, óleos etc, com o aumento dessa capacidade para 800 mil toneladas em 2030.

  Segundo este projeto piloto, a redução dos custos logísticos e de transportes, na Amazônia, com a implantação da hidrovia, será de R$ 2 bilhões/ano.  Do jeito que está hoje, projeta-se um custo operacional, se comparado com a existência da hidrovia, apresentaria tais valores:

                                               Sem hidrovia                    Com hidrovia
                 Custos 
                 Operacionais         2015 - R$ 7 bi                      R$ 5 bi
                                             2030 - R$ 11 bi                     R$ 8 bi  

  O governo federal vê a necessidade de melhorias no escoamento da produção nos portos do Brasil e o Pará é um dos alvos preferenciais, principalmente para a estratégia de direcionar cargas e distribuição de combustíveis no Norte e Nordeste.  As vantagens comparativas da região, viabilizaria esta estratégia.

                                                                           J. R. Messias - Geógrafo

                                Fonte: Jornal Diário do Pará (01/02/2014)

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