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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Perdas e danos



A apatia desmedida
de uma busca quase estática 
de um destino replicante,
estagna-se na sucessão
dos desejos repletos
de escombros
em minha memória,
desgastada pela carência
de imagens que induzam 
a retro-visão de momentos
sacramentados por lembranças,
"colorizadas" pela felicidade
efêmera de um caminhar
partilhado e pontuado
pela unicidade de dois seres
em cordial conexão,
traduzirem-se na mais pura essência
de um amor, hoje, estornado das lembranças,
exaurido de sentimentos e volatilizado pelo tempo
que encobre todo o querer em uma 
espessa camada de desprezo e abandono
de tanto apego.

                               J. R. Messias

4 comentários:

  1. É meu caro, o apego faz dessas coisas! E em se tratando de sentimentos, como é difícil o exercício do desapego, não? Eu ainda estou longe de assimilar tal proeza.rs

    Que bela obra de arte esta poesia!
    Imensa, intensa...

    Beijos, poeta!

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  2. Mocinha Lu, mesmo do alto dos meus 55, te digo que é duríssimo porém necessário exercê-lo o mais rápido (estou tentando há vinte anos - risos).
    grato por iluminar meu espaço com teu carinho e emoção.
    Abraços, linda Lu.

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  3. É aquela presença ausente que de apegada desapegou-se.

    Complexo,mas compreendo o que dizes e é muito desconcertante isso sabes?

    Como se mesmo com a velocidade do tempo para a frente, fica a impressão que retrocedemos na estagnação de um resgate impossível.

    Muitas vezes sou rotulada de inceberg, pela aparente falta de apego,de sentimentos.

    Aparentemente, gelo também queima não é?

    Dentro da apatia existe um grande movimento e para haver perdas e danos houve-se os ganhos,nisso houve vida,parece passado, mas é uma realidade tão presente que sente-se intensamente,não por querer,mas por imposição do próprio coração.

    Desmembrar-se disso tudo é arrancar pedaços de si mesmo,mas tem horas que urge esse quase auto-mutilar-se para não morrer.

    Resta a esperança da renovação tal qual os lagartos.

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  4. Tu és como aquele felino, não, felino não, uma loba, circundando sua presa, analisando para, no momento certo, dar o bote que neste caso, brindar-me com esta análise direta e emocional que só um iceberg (frieza e precisão), seria capaz.
    Está mais do que na hora de, como os lagartos, trocar a pele.

    Agradeço, muito, tuas construtivas palavras. Um abraço, Ronilda.

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